sexta-feira, 22 de julho de 2011

Psi....


Meu corpo queimava feito fogo numa desconfortável cama que não pertencia a mim, localizada num quarto que nunca estive.
Haviam agulhas em minhas dolorosas veias: Eu já teria me levantado se meus pés, braços e tronco não estivessem presos igual fazem com os loucos num manicômio. "Mas o que estou fazendo aqui?" - Cheguei a me questionar algumas vezes até entrar uma moça bonita com uma enorme injeção preta.
- Oi, o que houve comigo? Onde estou? - Perguntei aflita.
Serena respondeu:
- Psi.... Psi... Não vai doer nadinha... Psi... Psi... PSICOPATA!!!
Agora, junto da minha pele, o que queimavam eram seus olhos vermelhos, aparentemente possuídos ao me dar injeções pelo corpo todo, ao gritar sem parar: PSICOPATA!
Berrei como nunca havia berrado antes, aquelas agulhadas eram desumanas.
Ela me chaqualhava: É isso o que você merece!!

[...]

- Filha? Filha? Acorda, você está tendo um pesadelo....
Abri os olhos rapidamente no ritmo do meu coração.
- Credo, você está pelando mocinha...Vamos já para o hospital!
- NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO!!!

4 comentários:

  1. Muito linda a maneira que você escreve. Estou a seguir.

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  2. Interessante texto. Estou seguindo. Beijos. Au revoir.

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