domingo, 15 de dezembro de 2013

estancar.


As vezes quando o pranto vem eu é que não quero ficar, sabe?! Vivo a procurar incessantemente uma válvula de escape em que de uma vez por todas eu consiga escapar desse turbilhão de sentimentos que me fazem explodir internamente de uma maneira que não seja me afogar em lágrimas. Eu pego uma caneta e rabisco meus pensamentos como uma forma  de desabafar o que me faz doer o peito mas choro enquanto o faço. Eu ouço uma música animada pra cantar e espantar a tristeza embora, mas por vezes, ela tem vontade própria. Eu me encolho na cama pro meu corpo ficar na mesma proporção do meu coração apertado e penso, e choro, e peço desculpas aos ventos: Garota, eu menti a ti todas as vezes quando prometi amá-la  pelo resto dos meus dias, pois veja a minha situação... Eu sofro, eu choro, você me dói. Alguns dizem que a culpa é minha por ter amor em demasia por quem não me merece, mas sabe, foi hoje no escuro que consegui enxergar. Isso pode ser chamado de qualquer coisa, até mesmo de Nada. Menos de amor.

3 comentários:

  1. Talvez a própria válvula de escape seja o afogar-se em lágrimas, porque os sentimentos transbordam pelos olhos, pelos poros e pela ponta dos dedos que escrevem toda essa dor de uma forma poética.

    Beijos, Lê.
    semprovas.blogspot.com

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